Eu deito-me mais tarde
Levanto-me várias vezes de noite
Fico a pé à mesma hora de manhã
E ele é que pode adormecer em cima da cama antes das 21h!
Thursday, June 14, 2007
Tuesday, June 12, 2007
Vontades
O relogio marca 22:58h.
O pequeno dorme à muito, ele deitou-se à pouco.
Despedimo-nos com beijos dificeis de adjectivar. Tem sido assim. Não sei há quanto tempo, mas sinto que é há tempo demais.
Parece que enquanto aprendemos a ser pais fomos desaprendendo a ser casal.
Acho que o amor continua todo cá. Mas falta qualquer coisa. Não, tenho de ser justa, faltam muitas coisas. Falta a cumplicidade, o riso solto, falta o mimo a despropósito, a conversa sem tempo, o sexo alegre. Depois penso que algumas delas nunca tivemos...
E penso no Francisco.
O que me falta, hoje, com o Lucas, sobrava com o Francisco. A cumplicidade que encandeia tudo à nossa volta, o meu sorriso a que deu um nome, o mimo a despropósito, a conversa, o sexo.
Quase perdi a conta aos anos que passámos a empurrar-nos. Um contra o outro, um contra outros e outras, para perto, para longe. E sempre sem nada mudar. Nem a cumplicidade, nem o sorriso, nem o mimo, nem a conversa. O sexo não sei.
Eu estou casada, ele continua sozinho. Ou melhor, solto. E eu solto-me também, quando falo com ele.
Se estou onde escolhi estar, porque me apetece estar onde não estou?
O pequeno dorme à muito, ele deitou-se à pouco.
Despedimo-nos com beijos dificeis de adjectivar. Tem sido assim. Não sei há quanto tempo, mas sinto que é há tempo demais.
Parece que enquanto aprendemos a ser pais fomos desaprendendo a ser casal.
Acho que o amor continua todo cá. Mas falta qualquer coisa. Não, tenho de ser justa, faltam muitas coisas. Falta a cumplicidade, o riso solto, falta o mimo a despropósito, a conversa sem tempo, o sexo alegre. Depois penso que algumas delas nunca tivemos...
E penso no Francisco.
O que me falta, hoje, com o Lucas, sobrava com o Francisco. A cumplicidade que encandeia tudo à nossa volta, o meu sorriso a que deu um nome, o mimo a despropósito, a conversa, o sexo.
Quase perdi a conta aos anos que passámos a empurrar-nos. Um contra o outro, um contra outros e outras, para perto, para longe. E sempre sem nada mudar. Nem a cumplicidade, nem o sorriso, nem o mimo, nem a conversa. O sexo não sei.
Eu estou casada, ele continua sozinho. Ou melhor, solto. E eu solto-me também, quando falo com ele.
Se estou onde escolhi estar, porque me apetece estar onde não estou?
Alívio
um sitio para despejar tudo o que me vai na alma
o marido não vai fazer cara feia
os filhos não vão ler mais tarde
os pais não se vão escandalizar
os amigos não vão fazer perguntas indiscretas.
Eles não sabem que
ahhhhhh..
finalmente.
o marido não vai fazer cara feia
os filhos não vão ler mais tarde
os pais não se vão escandalizar
os amigos não vão fazer perguntas indiscretas.
Eles não sabem que
ahhhhhh..
finalmente.
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